JRM - Aumento no consumo de ultraprocessados pode elevar incidência de câncer

» O Jornal Rota do Mar | » Assine Rota do Mar | » Fale conosco | » No Facebook | » No Twitter

Geral

Aumento no consumo de ultraprocessados pode elevar incidência de câncer

COMPARTILHE ISSO:

Pesquisadores da Universidade Sorbonne, em Paris, apontam a possibilidade de essa ligação ser grande em um estudo recém-publicado no British Medical Journal, uma das mais influentes publicações sobre medicina no mundo. O estudo classifica como ultraprocessados produtos como doces, refrigerantes, nuggets e pães produzidos em série e, a partir de resultados obtidos junto a 105 mil pessoas acompanhadas, apontou que quanto mais alimentos desse tipo elas consumiam, maior ficava o risco de câncer. "Os resultados sugerem que o consumo em expansão acelerada de alimentos ultraprocessados pode gerar uma carga crescente de câncer nas próximas décadas", alerta. Os cientistas ponderam, no entanto, que as descobertas precisam ser "confirmadas por outros estudos de grande escala" e que a pesquisa foi necessária para estabelecer o que poderia estar por trás da relação entre a doença e esses alimentos. O que conta como ultraprocessado, segundo o estudo: Pacotes de pães produzidos em série; Petiscos doces ou salgados embalados, incluindo batatas fritas; Barras de chocolate e doces; Refrigerantes e bebidas açucaradas; Almôndegas, empanados de aves e peixes (nuggets) processados; Macarrão e sopas instantâneos; Comidas congeladas e alimentos feitos principalmente ou totalmente de açúcar, óleos e gorduras. O NHS, serviço de saúde pública britânico, explica que um problema sério dos ultraprocessados é a quantidade excessiva de sal, açúcar e gordura acrescentada nos alimentos "para aumentar seu sabor e estender sua validade, ou, em alguns casos, alterar a estrutura da comida. (...) Comprar comida processada faz as pessoas ingerirem mais açúcar, sal e gordura do que o recomendado, já que elas podem não ter consciência de o quanto (esses ingredientes) foram acrescentados nos alimentos". Sinal de alerta- O estudo está longe de trazer conclusões definitivas sobre a relação entre ultraprocessados e o câncer. E também não pode afirmar que esses produtos são a causa da doença - já que outros fatores, além da alimentação, aumentavam o risco de câncer no grupo pesquisado. Ao mesmo tempo, o estudo foi alvo de críticas e questionamentos. O médico Ian Johnson, do Instituto Quadram, do Reino Unido, que realiza pesquisa nas áreas de alimentação e saúde, diz que o estudo "identificou algumas associações bastante fracas". Ele também criticou a imprecisão do termo ultraprocessado. Ao comentar o estudo, Martin Lajous e Adriana Monge, do Instituto Nacional de Saúde Pública do México, observaram que ainda "estamos muito longe de compreender as implicações completas do processamento de alimentos para a saúde e o bem-estar". O estudo, segundo eles, traz simplesmente "uma perspectiva inicial" sobre o assunto. Autor: James Gallagher /Fonte: BBC

 

Comentários

Comentar esta notícia Comentar esta notícia